O Museu

O Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais, integrado no Parque Biológico da Serra da Lousã, alia a preservação do Artesanato de toda uma Região envolvente, à inclusão pela ocupação terapêutica de Pessoas com Deficiência, Doença Mental e desempregados de longa duração.

No “Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais”, através do trabalho destas pessoas "especiais" preservam-se profissões tradicionais e ancestrais em oficinas de Tecelagem (tipo Almalaguês), Olaria e Vidro, Mobiliário em Vime, Cestaria, Empalhamento de Vasilhame e Conserto do Calçado. 

O Museu Vivo trabalha com o objetivo de tornar o seu projeto sustentável e com alguma visibilidade dentro da Fundação ADFP e da sociedade onde está inserida. Todos os artigos produzidos são vendidos nas Lojas de Artesanato, temos clientes específicos de Norte a Sul do país, que nos compram material para venda em várias lojas de referência. Um desses artigos são as canastras, que são produzidas em Miranda do Corvo pela nossa oficina de vime e cestaria, sendo vendidas na Nazaré.
 Para além da produção diária, que posteriormente é vendida nas Lojas de Artesanato, é de salientar a importância dos workshop´s na dinâmica das oficinas, principalmente na área de olaria. A participação dos utentes neste processo é deveras importante na articulação inter-geracional, principalmente no caso das escolas primárias e infantários. 
As oficinas de Conserto de calçado, Olaria e Vidro, Vime e Cestaria e Tecelagem, que integram o denominado "Museu Vivo de Artes e Ofícios", constituem-se também como promotoras da formação e educação de Pessoas vulneráveis, cientes do impacto" libertador", que estas componentes possuem no Ser Humano, contribuindo deste modo para uma Sociedade mais justa e igualitária. 

O Museu Vivo de Artes e Ofícios integra a filosofia de um negócio social, intimamente ligado à protecção e promoção do artesanato e etnografia do Pinhal Interior, associado por natureza a outros pólos museológicos como o Museu da Tanoaria e o Museu da Mente, existentes no Parque Biológico da Serra da Lousã .
É de registar, que na prossecução destes objectivos, a Fundação ADFP possui uma loja comercial, que integra o edifício do Museu Vivo de Artes e Ofícios, comercializando produtos de produção própria, e outros representativos de Regiões envolventes numa permuta salutar de saberes e tradições.
O museu promove a ocupação/trabalho de grupos-alvo, que de outro modo estariam ainda mais vulneráveis, restituindo-lhes em muitos casos a dignidade perdida. Afigura-se como uma iniciativa privada sustentável em região do interior, onde apenas o Estado por vezes investe, sem retorno financeiro, integrando um complexo e vasto Projecto Social, Turístico e de Saúde, Promotor por excelência do Desenvolvimento Local.
Preserva e replica artes ancestrais, intimamente ligadas a uma região, constituindo-se como um pólo de atracção turística, de académicos e curiosos pela matéria.
Evidencia capacidades de Pessoas com deficiências e incapacidades ,a milhares de visitantes anuais ,cuja Sociedade  nem sempre os integrou da melhor maneira, e que nós encaramos como iguais aos outros.
     O equipamento em causa beneficia directamente do elevado número de visitantes do Parque Biológico da Serra da Lousã, no qual está integrado, mas cuja visita é gratuita, dado se inserir na vertente aberta ao público do projecto .Deste modo a sua visibilidade é acrescida, o que constitui uma mais valia num projecto em que a integração social assume um papel preponderante.
     Acolhe diariamente trinta Pessoas com as mais diversas patologias provenientes na sua esmagadora maioria do Concelho de Miranda do Corvo, mas dada a forte componente residencial da Fundação, e dos Projectos em que se encontra envolvida, nas oficinas encontramos utentes oriundos de outras zonas do País.
     Em termos turísticos predominam as Famílias, Escolas e Instituições congéneres entre Tejo e Douro aos quais é facultada visitas guiadas e interpretativas das artes praticadas, constituindo para os mais velhos um exercício de memória e recordação.