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Procrastinação

Procrastinação

O termo procrastinação é utilizado para diversos fenómenos de atraso. Pode ser definida pelo atraso voluntário de uma atividade necessária e/ou importante, apesar da pessoa estar ciente das potenciais consequências negativas. É considerada um ato deliberado, que integra uma falha na motivação ou anulação, dando origem à lacuna de intenção-ação.

Alguns estudos referem que o ato de procrastinar resulta de traços de personalidade. Relacionam o aumento da procrastinação com: a diminuição da consciência, tendência do perfecionismo, baixa autoestima, baixo autoconceito e diminuição do otimismo. Do mesmo modo, centraram-se na procrastinação com variáveis motivacionais e encontraram evidências que no caso das variáveis motivacionais, a procrastinação tem menos probabilidades de ocorrer em atividades intrinsecamente autodeterminadas. Porém, a pessoa pode rapidamente procrastinar quando manifesta baixo controlo interno, baixa autoeficácia e baixa autorregulação emocional. Outras variáveis que induzem o ato de procrastinar, correspondem à dificuldade na gestão de tempo e estratégias de aprendizagem.

A Procrastinação

Photo by Jackson David

Deste modo, a procrastinação pode ser influenciada pelas principais construções: expetativa, valor, atraso e impulsividade. Significa que a motivação é a causa subjacente e aumenta à medida que a expetativa de um resultado ou valor de um resultado aumentam.  Contrariamente, a motivação diminui à medida do atraso do resultado e na qual a impulsividade aumenta. De acordo com esta teoria, a procrastinação tem mais probabilidade de ocorrer se o resultado de uma atividade possibilita uma recompensa a longo prazo.

É importante salientar que a procrastinação pode tornar-se problemática quando se prolonga no tempo ou se torna um padrão de comportamento, uma vez que, gera desmotivação, aumenta os níveis de ansiedade e/ou stress, causando mal-estar significativo. 

A Procrastinação

Photo by Ben White

Descrevo alguns pensamentos que possam surgir e reforçam o ato de procrastinar:

Sempre fiz desta maneira e não vou mudar.

Não sei por onde começar.

Preciso estar de bom humor.

Trabalho melhor sob pressão.

Não faz qualquer diferença se adiar.

Sempre fiz desta maneira e não vou mudar.

O ato de procrastinar está intimamente ligado à gestão das emoções e não se justifica apenas pela falta de estratégias para concluir tarefas.

A gestão da autorregulação emocional é crucial no processo de mudança. Refletir sobre as razões de procrastinar e quais as emoções que estão subjacentes ao ato ajuda a clarificar, proporcionando alternativas para lidar com a tarefa e executá-la com uma perspetiva mais ajustada.

Dicas para parar de procrastinar:

  • Identifique emoções que possam estar a condicionar;
  • Identifique um padrão: por exemplo, refletir em que circunstâncias a procrastinação acontece e qual a razão;
  • Organize-se e faça uma coisa de cada vez: por exemplo, estruture numa folha as funções e determine a prioridades;
  • Bloquear estímulos externos: otimizar o tempo dedicado à tarefa. Exclua elementos que o possam distrair como o telemóvel e a televisão;
  • Escolha um ambiente tranquilo;
  • Crie uma espécie de sistema de recompensas: atribuir pequenos prémios ou punições (caso as tarefas sejam cumpridas ou não).

Dessa forma, conclui-se que uma boa gestão emocional promove o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal que terá um impacto significativo na vida individual e profissional. 

Caso tenha dificuldades em gerir a sua emoção, eu posso ajudar.

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É verdade que as emoções negativas são aquelas que geram maior angústia e torna-se complicado ver o lado bom das coisas, mas essas podem ter um propósito.

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O Espaço da Mente é um espaço onde pode procurar ajuda e estratégias de forma a alcançar o seu bem estar mental e emocional. Todas as intervenções vão ao encontro de maximizar o funcionamento do indivíduo e minimizar o sofrimento psicológico suscitado por problemas psicológicos.

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